"Um dia de monja, um dia de puta, um dia de Joplin, um dia de Tereza de Calcutá, um dia de merda."
domingo, 20 de maio de 2012
Me carregue pela mão, me leve no colo se preciso for, mas me tire desse lixo, dessa hipocrisia que me reprofunda. Eu quero sair nas ruas e gritar na cara da polícia que eles são um bando de filhos da puta, eu quero pichar o muro de Brasília pedindo mais ordem, mais isonomia, eu quero acabar com essa imprensa deturpadora, eu quero que as pessoas se amem sem preconceito, eu quero queimar dinheiro em praça pública, eu quero fazer subversão, eu quero o Brasil progredindo e esses políticos corruptos capitalistas imperialistas presos no Bangu 1, eu quero acabar com a fome, eu quero uma vida mais digna pra mim e pros meus companheiros, eu quero querer mais justiça.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
(NÓS)
Vou me entregar a poesia, essa será a melhor das soluções. Fidedigna companheira, senhora da solidão. No copo de vinho afogo os desenganos, no luar eu danço pelo mundo. Um dia desses sei que ainda me encontro, talvez nos braços teus ou nos devaneios tempestivos que me tecem o teu corpo. A gaita eu irei tocar para homenagear o nosso amor, meu bem, este que (re)encontrou o caminho e agora pousou no abismo que eu mesma cavei. E caso os dias tornem-se amargos demais, eu te compro chocolates, ponho a mesa, forro a cama, compro flores e enfeito a casa. Mas eu preciso de você, nós, a saudade não é doce meu caro. Eu pensei que pudesse aguentar, subestimei a minha capacidade de amar, mas os meus cigarros já se foram todos, e as garrafas estão secas, o nó do meu cabelo está desfeito e o batom vermelho borrado. Meio cambaleante, mas me encontro de pé, talvez de um pé só, o direito que é pra dar sorte. Preparo um café bem quente, daqueles que curam ressacas e feridas abertas na iminência de sangrar, te proponho um acordo, dessa vez será um juramento, selamento ou o que mais você preferir chamar. Mas me prometa que farei parte dos seus planos, e que seremos um só nós. Um nó, entrelaço pelos caminhos e entregue aos carinhos, estes que sempre tiveram como remetente você, benzinho.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Me desculpe, mas não sei o que fazer. Estou atônita. O que dizer pra essa gente hipócrita e desleal? Simulam amor, mas semeiam o mal. Discutem sobre o homossexual, prolixo quando o assunto é amor e assumem uma religião. Mas sonegam solidariedade. Falar de felicidade quando a única que interessa é o seu individualismo e o seu preconceito baseado no senso comum. Ah, me poupem de frases feitas e de famílias perfeitas. O preconceito é o mal da sociedade, destroem ideais. Família perfeita é ter como pais um casal hétero? Amor é sofrimento? Ser cristão é não aceitar o diferente? Por Deus, mais amor por favor. Revolução não é anarquia, é luta, mobilização por direitos que outrora foram esquecidos, mas que existem e queremos. Pessoas assim não me cativam, e me fazem (des)acreditar na humanidade. Mas eu levo fé na vida, eu remo contra a corrente e ninguém distorce a minha mente.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Uma vida de botequim
De longe descansa, quem as notas dessa canção não alcança. Onde a insônia é a única companheira nas madrugadas arredias. E a brisa traz os devaneios, que por ora, esquecidos. O café tem que ser amargo, que é pra curar as feridas da alma. E pela casa, eu jogo sal grosso, abro as portas e espero pela sorte. A fé já não me alça, e na loucura, eu viro santa. Cadê o meu samba? Delírios de quem um dia já pensou em compor na vida de um outro alguém. E os laços já desfeitos se vão com o tempo, e os amigos do peito caem na malandragem e, eu que outrora fui chamada de saudade. A melancolia envaidece a minha poesia e rima com a contramão da vida. Desculpas de um bem me quer, esse talvez nem me queira sua mulher, as marcas de batom vermelho sangue e o cheiro exalador de um perfume de quinta e em seus lábios a mordida de uma vadia e nas suas costas as unhas que me dizem que na rua és bem mais feliz. Eu que pensei que amar fosse mais fácil, hoje eu só quero bailar na minha dor e em um outro verso destilar o meu ímpeto em sofrer e a complacência de me doar para mim mesma, um pouco de afeto, quiçá uma dose de paz. E o cigarro, que desapareceu nas cinzas da vida, assim como as lembranças, assim também como a minha memória viva, que faço questão de deixa-lá submergida em um botequim. E os lençóis sujos de sangue, faço de cortina, obra viva de quem já sofreu um bocado nessa vida.
sábado, 24 de março de 2012
Vou tomar um chá de camomila, ligar a TV e ver o capitalismo de perto. Quero ver o cinismo e as falsas ideologias, o dinheiro e a mesquinharia. Vou achar quem se importe com o meu coração, quem deseje abrigo, sem troca de locação. Vou me encontrar perdida numa esquina qualquer, a poluição vai me levar até o seu coração. Vou pedir-te auxilio, exílio. Tenho que me esconder das falsas liquidações, das que simulam amor e costuram corações. Embarcarei num futuro, aquele onde nada importará, apenas sorrisos verdadeiros, amores sinceros, olhares voluptuosos. Vou andar numa era onde nem as roupas interessam, luxúria tão pouco separará uma favela e o sorriso será armadura, fechadura, pra qualquer dor. Vou sair nua, cair bêbada, dançar na chuva. Numa era assim, quem irá ligar pro senso comum? E a sinestesia irá se misturar com o ópio, dançaremos psy até a vida ficar chata. E se o roteiro mudar, desligue a tv, compre um livro do Pablo Neruda, escute um cd da Maria Creusa, invente o seu monólogo. Ao contrário do voto, infelicidade não é obrigatório.
Cadê você meu bem?
O que faço com o seu lado da cama, o seu travesseiro e o seu pijama?
E se eu tiver pesadelos, quem eu vou acordar na hora do desespero?
Caso falte cor, quem irá me chamar de amor?
Quando a vida for engraçada, pra quem eu vou contar piada?
E na hora da desilusão, eu vou chamar o teu nome em vão.
O que faço com o seu lado da cama, o seu travesseiro e o seu pijama?
E se eu tiver pesadelos, quem eu vou acordar na hora do desespero?
Caso falte cor, quem irá me chamar de amor?
Quando a vida for engraçada, pra quem eu vou contar piada?
E na hora da desilusão, eu vou chamar o teu nome em vão.
sexta-feira, 23 de março de 2012
Viver na contramão, isso não era bem o que eu queria. Eu queria partir alto, dá um salto e sair da inércia. Mas eu montei um casulo no meu coração, tomei as rédeas da situação, aprendi a viver na solidão.
Um dia você se acostuma a viver só, e, parafraseia que a vida é melhor assim. Todavia, não se engane.
Não se ludibrie a toa, a mesquinharia uma dia, consumirá esse coração alado. Ah, remendado coração, aprenderá a dançar sem par. Mendigado e amargado, serão as suas noites de TPM. E os dias frios? Esses são os piores, tenha certeza. E a paz que de tão fugaz, me abandona na primavera, me encoleriza e retorna vazia, sem odores nem rumores. E eu até pensei que solidão fosse um tipo de profissão, também. Quem explica a magia da iminência de amar? E a troca de olhar? E o amavio que é embriagar-se noutro corpo e dele beber, dele possuir todo, consumir e sugar todo o seu brio. Eu vou pintar as paredes de rosa, vou fazer um café bem quente e cheiroso que é pra exalar amor, abrirei as portas e janelas, quem sabe assim, você vem depressa, sem desviar o caminho, sem tomar um gole de vinho. Vem que eu te quero assim, embrulhado com fitas de cetim. Vem depressa, o meu samba cansou de tanta espera, eu quero um par, quero dançar dois pra lá dois pra cá.
Quem pode querer ser feliz se não for por um grande amor ?
http://www.youtube.com/watch?v=6LCri6ve6A0&feature=related
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